Poucos meses depois de ter descoberto o anarquismo, comprei um livro sobre ele, escrito por Caio Túlio Costa. É um livro simples, rápido, eficiente. Muito bom.

Estava lendo-o na guarita do colégio (quando havia uma), e o “guardinha” (como eu o chamava, era um apelido, juro que nada pejorativo), me pediu para descrever o anarquismo em algumas palavras.

Então eu falei: “bem, o anarquismo é uma corrente política que é contra a propriedade privada…”. Antes que eu pudesse continuar e completar a trindade propriedade – estado – igreja, ele tomou o livro de minhas mãos e disse: “ah é? Então deixa eu pegar esse livro aqui…”.

É claro que essa historinha é idiota, mas me deu um baita trabalho mental na época (na época!). O guardinha gostava bastante de filosofia e queria fazer faculdade de psicologia. Não sei o que aconteceu com ele; hoje em dia a guarita foi substituída por um imponente portal com catracas e tudo o mais. Alguns “guardinhas” antigos trabalham lá, mas esse especificamente não.

Erisianismo sem anarquia é esquisito, anarquia sem erisianismo é perigoso.

 

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