À primeira vista, Pulse parece mais um filme de terror tosco. Aliás, pra quem gosta do gênero, a capa é até bem feitinha e o conceito de criar rostos com imagens assustadoras é promissor (principalmente se você já assistiu Abismo do Medo).
No entanto, à medida que o filme avança e o máximo que você consegue fazer é apertar a mão de alguém (ou achar algo nojento), você percebe que um filme que foi feito pra ser de terror puro (e ridículo, como alguns de hollywood), é na verdade uma crítica à sociedade moderna.

O filme tem todos (se não todos a grande maioria) os cenários em tons pretos e azuis escuros. Se você prestar atenção ao trailer, verá que o filme deve ter sido escurecido MUITO na pós-produção. O filme também tem muitos clássicos do terror (o gênero precisa achar novas formas para assustar) - como alguma-coisa-que-faz-barulho dentro do armário, vultos, blablabla.
Mas aí começa a ficar interessante. Para os mais atentos, a frase que desperta o filósofo dentro de si é esta: “Eles não estão no sistema, eles são o sistema”. Wow.
É que o negócio é o seguinte: um tipo de vírus de computador ataca os computadores de um círculo de amigos. Vai tomando conta das pessoas e então as mata lentamente. “A pessoa perde a vontade de viver, parece uma concha, não quer falar com mais ninguém”, como descreve o cara que sabe sobre os tais monstros. O vírus é porreta; o computador todo off e a impressora começa a mandar várias folhas impressas, que quando juntas formam uma imagem de um rosto (em manchas pretas).
Qual é a moral da história? A moral é que o autor/produtor/diretor/sacana-que-editou-o-filme quis fazer uma crítica à internet e celulares e afins, mostrando como o vício em internet afasta as pessoas do mundo real (”não tem vontade de viver” thing…). Também quis mostrar que o problema não é como usar a internet, pois quando um vírus tenta destruir a rede, a mocinha da história diz que não há como destruir aquilo, porque “os monstros” eram “a rede” (uma freqüência que foi criada por uns maníacos por computer da vida). Ou seja, o problema não é como a usamos, e sim é que a usamos. Também tem outra: quando o vírus destrói a rede e o pesadelo parece ter acabado, o sistema reinicia; o cara quis mostrar que a internet, já que tomou conta de tudo, nunca mais vai acabar.
Você mesmo pode achar diveeeeersas “microsimbologias” no filme sobre a vida cotidiana. Uma delas, mais intensa e que realmente põe fim à discussão: “a internet é má por si mesma?” é:
“Eles querem a única coisa que não tem. Vida.”
Ou seja, ele quis dizer que a internet não é nada sem as pessoas, ou melhor dizendo, os culpados por sua nefasta influência somos nós.
Bom, pra mim outra muito valorosa (será mesmo?) é a de que, quando o monstrengo-ultra-mega-power-que-está-pra-comer-a-alma-ou-seja-lá-o-que-for-aquele-efeito-especial-da-mocinha, o herói chega e fala algo como “não olha”. O que isso quer dizer?
Não preste atenção à internet, e não tem problema.
Sabe, eu acho que esse filme não está de todo errado… Mas não está de todo certo. Demonizar a tecnologia desse jeito, é uma simbologia, eu sei, mas se você prestar atenção à outra micro simbologia, (o diretor ou o idealizador, o roteirista, etc, parece ter se projetado nos personagens principais no final…) vai ver que ele parece que se acha “a última bolacha do pacote”… Acho que o negócio não é bem assim.
Assista e tire suas conclusões.
E cuidado com a parte do carro. Esse foi o único susto que eu levei, e nem foi tão grande.
Ateh
Tags: crítica, filmes, internet, modernidade, sociedade




cara… o filme é baitinha…
faz a gente pensa um pouco…
mais mesmo assim… não se compara ao Abismo do medo e o A chave mestra! {cara… eu amei esse filmes!hbjhbjfc}
mais mesmo assim…
a parte o carro… o Peterson deu um berro! hgfjsdzx
eu eu esmaguei tua mão e a mão do joão! jgbhbkdfgxd
Bjo Manoo
Reverendo responde:
haehaeheaheaheahea
pelo menos não dei um berro na hora que o João berrou. Aquela cena não tinha como tomar susto, é impossível! oO
heheaehaeha
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