São justamente as emoções, os sentimentos que importam para o indivíduo. Achei que o Sartre tinha sido um pouco frio e inútil para o indivíduo, mas agora compreendo um pouco mais sua teoria de realidade na ação.
O ateu é ateu porque tem medo de Deus ou os crentes são crentes porque precisam de uma muleta pra viver? Pessoas pouco sociáveis são assim porque têm medo de pessoas ou pessoas muito sociáveis são pessoas que têm medo de ficarem sozinhas? O normal é apenas uma convenção de modo que pode ser exatamente a consumação de todos os primeiros medos?
Seria a sociedade (enquanto união de indivíduos) apenas uma psicopatia coletiva, uma neurose? Afinal, as civilizações da normalidade e as religiões nasceram de uma época sem a consciência que temos hoje da nossa “psique”. E se, doentes de seus medos, eles tenham se prendido a suas ilusões e as passado pra os descendentes, como se fosse a mais absoluta verdade?
E se a loucura fosse justamente… O inverso da própria loucura deles?
Tags: cultura, moralidade, normalidade, psicanálise, Psicologia, razão, realidade, sociedade





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