É impressionante, como a minha vida está perfeitamente imperfeita. Ela está perfeita por estar imperfeita.
Alguém já disse, creio que meu amigo Mandrake, que se alguém quiser saber como viver uma vida discordiana, essa pessoa deveria ler “O Guia do Mochileiro das Galáxias”. Sinceramente, acho que a minha vida não poderia estar mais discordiana neste exato momento.
Ontem à noite eu me senti MUITO feliz. Mesmo. Aquele sentimento de euforia me invadiu de forma tão arrebatadora quando a Pamela me ligou (ela me ligou pra dar uma boa notícia, não tem a ver diretamente com ela) que de alguma forma eu tive que me conter. Não sei explicar; a barreira racional foi completamente rompida ontem em mim. Eu pulava de alegria na sala (logicamente estava sozinho; caso minha mãe ali estivesse teria que explicá-la o motivo de tanta alegria, e isso eu não quero). Pulava e, devo confessar, não sem medo. Medo de que? Medo de algo que talvez eu tenha sentido poucas vezes. É mais ou menos como uma frota de caminhões desgovernados vindo na minha direção: sua carga me trazia profunda alegria; entretanto, eu, como guarda da minha própria consciência, fiquei besta com tal visão e não sabia se abria ou fechava o portão. Mesmo se fechasse, como pifiamente quase tentei, os caminhões destruiriam qualquer coisa que estivesse em seu caminho.
Ainda num arrombo dionisíaco, corri pra ouvir música no último volume com meu fone de ouvido. Less Than Jake, no caso.
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Now playing: Albert Hammond Jr. - Bright Young Thing
via FoxyTunes
Aquela noite eu não consegui parar de sorrir… (Puta merda, essa parte da música é muito foda…)… Hoje de manhã, medo, tensão, expectativa, ansiedade, raiva (incidente com o Lucas. Perfeitamente imperfeito, tá ligado?), um quê de insegurança. Tudo estava na ordem. Roupa cuidadosamente escolhida (quão raro isso é, our lady discordia!!!!!), e trajeto bem saboreado. Uma e meia da tarde, trinta minutos mais cedo, lá estava eu.
Seis minutos depois, chega a cupida. Uma vontade de matá-la aqui, outra vontade de esfaqueá-la ali, nada demais, a gente se adora.
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Now playing: Albert Hammond Jr. - Scared
via FoxyTunes
Depois, ela chega. Corro pra descer as escadas, de meia e tudo, chegando até na metade e aquele momento mágico… E blá blá blá, blá blá blá, blá blá blá. No final das contas, ela foi embora mais cedo, eu e a cupida vimos o final do filme. Aliás, o final foi a única parte interessante do filme. Pena que ela perdeu.
Final de tarde, uma notícia um tanto quanto fatídica: ela não estava tão “livre” assim. As correntes que a prendem não são exteriores; são interiores. Falei o que pude, fiz o que pude; agora é esperar pelo resultado amanhã. Os jogadores movem suas peças; ele tem a manhã, eu tive o final de tarde; estou em desvantagem, não fosse a última palavra minha - ou melhor, da Pamela. Portanto, ainda estou em certa vantagem, se não considerar o fato de que ele possivelmente terá presença física e não apenas virtual - merda. Tanto faz, a Pamela disse que ia cuidar disso. Espero que ela saiba o que está fazendo, porque eu já não sei.
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Now playing: Alice In Chains - Down In A Hole
via FoxyTunes
Down In a Hole… Pra baixo, num buraco. Depressão? Vai ver esse é o nome da música. Muito linda. Mas enfim, continuando, não deve ser muito difícil imaginar o que eu senti quando ela me confessou suas correntes. Batimento cardíaco acelerado, suor, tensão - e raiva, por que não? Ela está confusa, e o gene egoísta nada me diz. Quais são as minhas chances? Nada ruins, disso tenho certeza. Mas não sei se são tão boas assim. De qualquer forma; são chances. O Caos fará sua parte, e eu nada posso fazer para impedir qualquer decisão que ela tome. O máximo que posso fazer é justamente tentar convencê-la até o último momento. A minha “diretriz” de relacionamentos é libertária; não significa que eu desista fácil. Apenas não desistirei até que haja uma palavra definitiva.
Como isso pode caber em dois dias? Menos de 24 horas, Oh Éris, menos de 24 horas e eu fui do céu ao inferno num piscar de olhos. Não posso negar que ri; ri da situação idiota que a vida me coloca. Porque, sinceramente… Bom, nem vou começar a contar. Deixa pra lá, deixa. É uma situação ridícula, pra dizer a verdade, e não há mais o que fazer senão rir. Eu compreendi essa verdade, pelo menos por alguns segundos eu mais do que a entendi, eu tive vontade de rir. A merda é que agora não estou rindo.
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Now playing: Alice vs DJ Jürgen - Better of Alone
via FoxyTunes
Posso dizer que nos últimos tempos tenho sido bastante dionisíaco. Bom? Ótimo. Eu ando me surpreendendo comigo mesmo. Foi a minúscula iniciativa sexta, todos os mares revoltos do meu ser no sábado, toda a forte emoção (e coragem, acredite leitor…) que tive que ter pra conversar com a Natacha no domingo, as felicidades de ontem e as sensações de hoje. E até agora não tenho sentido falta da liberdade… Porra, deveria ter sido mais dionisíaco e abusado da minha vontade? Talvez o mertre já tenha ocorrido e eu não tenha notado. Pelo MSN, podia ter dito que a amava, que precisava dela, que nunca tinha sentido nada igual (e realmente não o senti), e talvez isso a tocasse de forma diferente - mas nãão, tinha que dizer a verdade. O que eu tenho a ver com a verdade, a verdade que se foda! Eu poderia ter pensado dessa forma e ainda estaria certo.
It doesn’t matter.
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Now playing: Alicia Keys - If I Ain`t Got You
via FoxyTunes
Importa é que cada vez mais eu consigo colocar em prática o que eu tinha pensado. Éris me prova que não estou errado; no bem da verdade, nem poderia estar, eu já sabia disso. Só sei que, por alguns instantes, deu pra rir da minha situação. Queria era matar alguém, mas até que deu pra rir sim. Deu pra curtir cada minuto da agonia; seja lá o que isso signifique.
Não significa nada, porque significa tudo e qualquer coisa… Verdadeiro, falso…
E irrelevante.
Tags: dia, Filosofia, SH-D




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