De sexta pra sábado eu tinha escrito um post do “diário” S-H D, mas acabei descartando-o hoje. Não sei porque, mas de alguma forma sinto que aquilo não está bom. Por isso “Post no lixo”.
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Now playing: Kelly Clarkson - Don’t Waste Your Time
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Eu estava sem internet e por isso não publiquei a tempo. Minha internet só voltou segunda (diziam que estavam consertando mas os filhos-da-mãe da net virtua provavelmente sequer estavam trabalhando). Hoje o post se resume a “crisis”, que em bom inglês significa “crise”
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Now playing: Kings Of Leon - Charmer
via FoxyTunes

Isso porque o meu último post mostrou uma pessoa de bem com seus útlimos momentos dionisíacos. Enquanto na frase que acabou de acabar o “último” foi usado no sentido de “recente”, é na verdade “último” mesmo. No entanto, essa plenitude dionisíaca não pode durar pra sempre, precisa acabar e está acabando. É a natureza das coisas: o mertre - movimento exaustivamente repetitivo de toque e repulsão. É preciso me afastar.

Hoje ela pediu desculpas e eu aceitei. O problema do tapa não era tão problemático. Hoje de tarde é que foi interessante. Foi só eu chegar que ela veio me abraçar - bom, teve a Aline pra encher, mas ela parecia estar decidida a me dar um abraço que valesse por 1 mês inteiro sem nada muito similar - se eu descartar o aniversário (e foi porque eu disse ainda por cima), o número aumenta.

Bom, tudo bem, apesar de gostar muito disso, obviamente não conseguia afastar o pensamento indutório de que era só uma vez bem diluída entre grandes espaços de tempo… Ainda que eu saiba que a indução não é segura, talvez a marca da paranóia criada em mim (there’s no blameworthy, although I’d love to indicate one) tenha dado força às conclusões da indução.

De qualquer forma depois ela ficava falando algo como “Não é você que reclamava que eu faço tudo no João e não faço nada em você? Então agora vou fazer também…”. Bom, eu adoraria ter um papo cabeça pra explicar exatamente o que é que eu sentia, mas achei que não valia a pena. Ô sinal socrático do cacete! Ali ou antes eu já sabia que meu período dionisíaco estava acabando - é hora de retornar (isso me dá idéia de um post.. Na verdade é só uma idéia, mais filosófica mesmo, só que dela eu faço um post).

Ah, o que eu queria… Eu queria é que ela fosse menos fria comigo, isso já dava pro gasto. Ela agora vai se lembrar até a morte que eu reclamei sobre isso e vai me dar um tapa cada vez que der um no João. Porra, não é sobre masoquismo, tapas, puxões de cabelo e o caralho a quatro, é sobre tudo! Duas coisas interessantes a se notar é que quem leva o equilíbrio sou eu: primeiro acontece com o João, aí depois pra eu não reclamar ela vai lá e faz comigo.

Esse é o problema que se chama consciência. Desde a metade (um pouco antes da metade do ano) isso já vem acontecendo, desde aquele tempo eu sabia disso, desde aquele tempo eu não gostava disso, e desde aquele tempo eu fiquei quieto. Eu admito: fui eu quem de certo modo… Não, impedi, mas sim, negligenciei a consciência disso. Deixei rolar, deixei acontecer, sem fazer ninguém “notar” que isso estava acontecendo que eu ODIAVA isso. Por quê? Porque é o preço que se paga pela consciência: a obrigação, o dever, a coisa mecânica e óbvia. Se ela soubesse desde há tempos que eu não gosto do que ela faz (ou deixa de fazer), o que mudaria? O que aconteceria? Exatamente o que aconteceu hoje. Ela não faz isso porque quer. Faz porque sente obrigação de fazer. Obrigação no sentido de que pra fazer isso, ao invés de fazer porque tem vontade, faz porque “se não eu vou ficar chateado”. Isso é motivação prática; faz as coisas acontecerem, mas, e o kiko (pra quem não está familiarizado com a expressão, kikotenhaver com isso?)? O modo como eu me sinto sobre isso (ao invés do acontecimento disso) é mais importante, eu não me sinto bem sabendo que ela faz isso por este motivo.

Aí hoje não me despedi dela. Só de raiva. Ah, que droga, estou socrático de novo.

E olha que era pra ser uma vitória…

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Now playing: The Magic Numbers - This Is A Song
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A partir daqui é edit. É segunda escrita. I’m back.

Eu terminei o post rápido demais porque estava meio louco fazendo trabalho pro meu pai. Mas enfim, continuando, não é só por aquelas coisas ali em cima que eu fico meio triste. Bom, pensando bem, vou parando por aqui mesmo. É meio que uma mistura de várias coisas que ainda não tem ordem nem razão de ser - mas vão ter, já que estou ficando socrático de novo… Vou organizar os pensamentos.

Até.

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Now playing: Pink - Dear Mr. President
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EDIT 2: Foi um dia longo. Muito do que está aqui meio que perdeu o valor. Não vou fazer outro post pra explicar. Na verdade, não vou explicar. Um post teórico vai conceber uma idéia que eu estou tendo.

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