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Now playing: Less than Jake - The Rest of My Life
via FoxyTunes

Falando sério, se vocês tiverem oportunidade, assistam ao clipe dessa música. É muito bom. É simples e tal, é uma idéia antiga, mas a música É MUITO BOA! MUITO, MUITO, MUITO, MUITO mesmo. Sério.

Por essas e outras que eu adoro a mtv…

De qualquer forma, estou aqui pra falar do meu aniversário, que é hoje, dia 4/10.

Eu acho que o discordianismo meio que abriu meus olhos para o fato de que o meu aniversário é apenas mais um dia. Não que ele não tenha sido bom, mas hoje o dia teve gosto de dia normal: talvez meus dias normais tenham se tornado cada vez mais especiais.

Não há um dia que não aconteça algo de bom, e isso é porque eu faço disso algo bom. Depois dessas semanas escrevendo aqui, isso se tornou algo “relaxante” e de certa forma libertadora e proliferadora de pensamentos novos sobre mim mesmo. Mas não é só isso; sem nenhuma causalidalidade e correlação (fora com o discordianismo, claro) tenho feito de cada dia um dia mais especial; não seja apenas pelos sentimentos, bons e ruins, que me ocorrem, mas também o modo de encará-los, o modo de pensá-los - por que a liberdade racional, se a liberdade do mertre é tão melhor?

Não posso dizer que o realizo de todo - ainda me falta uma melhor prática em ambos os casos, no dionisíaco e no estritamente liberto (vulgo racional), mas tanto faz. Penso que estou no caminho certo.

Às vezes, à luz do intenso pensamento sobre mim mesmo e o policiamento com o mertre, nada parecia mudar, nada parecia diferente - me sentia até preso à obrigação (o estágio 4. Desculpe-me pelos termos abusivamente desconhecidos, mas se quiser conhecê-los, leia o Seminovosofia do Polipensar, aí do lado direito. Olha o Jabá :P). Mas olhando retrospectivamente, encontro uma mudança significativa.

E incrível é que olhar retrospectivamente é algo que destruiria de certa maneira o objetivo. O objetivo é o presente, porra… Olhar retrospectivamente causa uma certa repulsa pela falta de edificação. Comigo isso já aconteceu duas vezes. Que Éris me proteja! Sabe do que estou falando? Quando se resolve ver a vida assim, não há nada de normal a se orgulhar no passado. Se você olha para o passado, nada faz tanto sentido quanto fazia no momento em que você viveu aquilo que quis viver. E isso está enraizado na nossa mente deturpada: precisamos de uma história, de uma construção para a nossa vida. Precisamos edificar nossa obra nesta vida… Fazer coisas úteis, fazer coisas importantes, principalmente. Mas aí, é claro, vem a questão: o que fucking é importante? Por isso não me deixo dominar por esse sentimento baixo e vil que sacrifica o que há de bom no momentâneo.

Entretanto, dessa vez, o olhar retrospectivo foi mais satisfatório do que nunca: essa sucessão de momentos felizes não pareceu mais sentido. Pelo contrário; o sentido foi total e irrestrito. Pra mim, tive a certeza (besteira ter certezas, hem?) de que é bem por aí mesmo… “Bem por aí mesmo”, entende o que quero dizer, né?

Começando o dia: a Paula foi a primeira. Ah, Paula. Sabe, eu não senti a sua falta esses anos todos, mas acho que agora se você fosse embora sentiria muita falta.

Porra, cara, to ouvindo aquela música ali em cima que eu citei esse post inteiro. Essa música é maravilhosa, mesmo. Daqui a pouco vou chorar fazendo essa porra.

Continuando.

Uma mão, Natacha? Discreta, Natacha?

Ah, sem comentários… É esse tipo de coisa que faz de todos os dias dias especiais. São sentimentos abusivamente contraditórios (droga de palavra, abusivamente… Já usei duas vezes nesse post).

Coisas que me mandaram hoje:

aniver01

Esse foi da Ana. Foi o primeiro :). Adoro-te Ana.

aniver04

Essa eu não sei de quem foi =/. Não sou adivinho, porra, assina o cartão =D. Mas mesmo assim, obrigado do fundo do coração.

aniver05

Essa imagem vai ficar sem miniatura porque o wordpress quis assim =/
Mas, João, Natacha e Aline. Vocês são… Ah, cara. Vocês são.

Jamais pensem em interpretar isso como algo negativo. Vocês são meu negativo e meu positivo; o playground secreto de meus anjos e meus demônios, os amores eternos-enquanto-durarem de minha existência. Vocês não poderiam ser tudo de bom enquanto fossem apenas bons; sequer seriam relevantes se fossem apenas ruins. Tudo o que fazem me deixa paradoxalmente feliz. Vocês são tudo porque unem a e b, a ao z, enfim. Vocês são indescritivelmente imperfeitamente inexoravelmente (boa palavra né João? hehe) perfeitos.

Agora, é a hora do golpe de misericórdia:

“Pet,
Not too far from our gray cities,
There are skies so clear and blue
There are beaches, there are valleys,
While the sweet sun shines on you
So, count your gardens by the flowers
Never by the leaves that fall;
Count your days by the golden hours
Don’t remember clouds at all
Count your night by the stars, not shadows
Count your life with smiles, not tears,
And with joy through all your lifetime,
Count your age by friends, not years!
Parabéns, amigo. [um coração, que me recuso a representar por s2]
Beijo, Juli
04/10/07″

Sinceramente, eu achei bonitinho quando li. Mas quando traduzi, em voz alta, pra minha mãe… Meus olhos encheram-se de lágrimas. Assim como fizeram quando contei isso pra Natacha e, droga, assim como fazem agora de novo.
Será que é por causa de quem o escreveu? Juliana, eu não sei o que aconteceu, o que acontece, mas sinto você tão distante… O tempo é senhor da razão? Por que fez isto conosco? Há qualquer razão?

Você faz parte da minha história, Juliana, é uma amiga que estará sempre no meu coração [não, s2 de novo não.. heaheae].

Agradeço a todos, Juliana, mas também Aline, Natacha, João, Ana, Andreah, Carol, todos, todos, todos, todos, todos, os que estiveram comigo e que não estiveram hoje, Pam, Rafa, todos os discordianos e suas pipas de amizade, Kathy, Geo, Lorena, Wodou, Ibrahim, Fernando, Mandrake, Segall, até o escocês Payne, todos;

Obrigado por serem. Ser; existir.

Ia falar um pouco mais, mas… O post tá muito grande. Aconteceram diversas outras coisas hoje; todas digna de nota.

Mas; naja nota.

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