… Destruir meu castelo de areia.
Acabo de ouvir a palestra de Roberto Machado sobre Nietzsche. É simples e direta; eeeeexcelente. Maravilhosa. Não sei por que diabos, mas ela veio e destruiu tudo, tomando de assalto meus pensamentos. Vou passar um tempo pensando nisso e reorganizando meu baralho conceitual.
Acabei de descobrir qual é o meu problema. É conexão conceitual. Às vezes duas coisas, por mais óbvias que sejam as semelhanças, precisam ser conceitualmente amarradas na minha mente à força. Coisas do dia-a-dia mesmo, sabe quando você fala uma bobagem total, contradizendo uma informação que você já sabe? Então. Não é porque você se esqueceu; apenas não conectou direito duas informações. Comigo, pelo menos, acontece o tempo todo. É responsável por vários momentos hilários de burrice. Me lembro de um que serve como um bom exemplo, pena que não foi engraçado - pelo menos não muito. Saímos, eu e o João, do curso de inglês pra comprar alguma coisa em uma papelaria - isso no dia em que estávamos ajudando-os a preparar a festa de Halloween. Então o Felipe passou pela gente (ele foi lá no curso). Alguns segundos depois, estávamos conversando sobre a porta da escola, que estava com defeito e muitas vezes as pessoas deixavam abertas. A gente reclamou disso (com um tom meio “que droga, essa gente que não presta atenção na porta…”, obviamente com propósitos descontraídos e não raivosos), e logo eu falei “pior se a gente chega lá e a porta tá aberta. Daí foi a gente que deixou!”. Aí ele: “Mas Peterson, não foi a gente, foi o Felipe. Ele que saiu de lá por último.” Bom, não é que eu não sabia ou não me lembrava disso. Só não conectei as duas informações; ou será que o normal, ao invés de conectá-las instantaneamente, é justamente isso (não conectá-las)? Ah, sei lá. Sei que eu preciso pensar.
Isso pode atrasar o post de amanhã, só avisando…
Muito obrigado por gravar a palestra, Santaum =). Foi fantástica, mesmo.
Tags: dia, Filosofia, SH-D




Disponha.
Amanhã te passo aquela da Maria Helena Guerra. Ahhh, o do livro Deus, um Delírio também, hehehe.
Grande abraço.
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