Vou ser sincero: não vi lá muita graça em Macbeth. Talvez porque Lady Macbeth não correspondeu à s minhas expectativas - o livro dizia que ela era a mais perfeita das vilãs, mas eu acho até o Lord Voldemort ou a ‘Laura Cachorrona’ da novela Celebridade melhores. É uma história boa, legal, e é particularmente interessante notar o que a perspectiva de poder faz com uma pessoa, e principalmente até onde ela vai pra se manter onde chegou - e a ambientação, a linguagem de Shakespeare servem pra dar um tom todo mágico para essa questão tão profunda e interessante. O que é mais legal depois de lê-lo é pensar pra si mesmo: mas a vida dele nem era assim tão boa depois que ele ascendeu ao poder. É claro, pode ter sido justamente por causa da culpa que potencialmente sentia, mas talvez não valesse a pena fazer tudo o que fez pra se manter no poder - e é aà que a pessoa sorri, ao se lembrar que talvez o poder conte mais…
É claro que esse não é o único questionamento que o texto suscita, nem o único ponto de vista para interpretá-lo. Shakespeare é um banquete filosófico ao qual apenas fui apresentado. Talvez depois de reler obras que eu gostaria muito de reler eu volte a olhar para meus pequenos livros sobre ele.
Agora, saindo de Macbeth e indo para algo mais impressionante, temos Hamlet. Agora sim. Que texto, que peça, que livro, que …! Que! É simplesmente maravilhoso. Pseudônimo ou não, Shakespeare foi um gênio. Hamlet é mágico, maravilhoso, e a parte do “Ser ou não ser” definitivamente não é a melhor, na minha modesta opinião. Ela surge assim de repente, sem muita pompa ou importância na trama, embora, claro, seja muito importante. Vai ver é culpa minha que de tanto ouvir falar dessa expressão esperava mais dela. Mea culpa, mea culpa.
Obs.: Hamlet me lembrou um pouco Marvin.
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