Ao ver Terror Em Silent Hill pela segunda vez, entendi a ironia da história - as pessoas se prendem em seus medos e se apegam às suas virtudes, classificando como demoníaco e mau tudo o que não é de sua preferência (crença). Ao mesmo tempo, o demônio dá uma chance de vingança à Alessa, e o demônio pune os religiosos por acreditarem nas coisas erradas - eu arriscaria dizer até no “Deus errado”.

Bem, de fato, quando eu compreendi melhor o filme ele até que subiu no meu conceito. Entretanto, ainda assim ele não consegue assustar, não é tão fácil entrar no “clima” do filme, etc etc etc, e por isso ainda não é lá grande filme de terror. Mas mesmo assim a história é bem curiosa.

Isso foi quando assisti pela segunda vez, porque na primeira não entendi nada. Só tem uma coisa… Acabei de ver o filme lá pela meia-noite. Quando compreendi a mensagem, e vi que mãe e filha voltavam pra casa, eu simplesmente fui pro computador e me esqueci de conferir o final - e quando vi pela terceira vez o filme, percebi que elas ainda continuam “presas” à realidade de Silent Hill. Mas, por que? Isso eu ainda não entendi, e como o Fernando me perguntou se eu “realmente tinha entendido o final do filme”, não posso dizer se sim ou se não. Meu pai tem uma teoria: diz que, na hora em que a dark alessa olha para a menina, nos braços da mãe (e a menina olha de volta, hehe), as duas, digamos, “se fundem” e o diabo acaba entrando na menina. Bom, é uma teoria. Até porque a mãe de Alessa (esqueci do nome dela) diz uma frase extremamente importante pra entender as “realidades paralelas” do filme: “Só o diabo abre e fecha as portas de Silent Hill” - tradução idiota para “escuridão” em português ¬¬

Ele, claro, peca por ser meio “nietzscheano” em torno do fato de que o diabo seria uma realidade - isso é meio contraditório para uma suposta crítica à religião, mas enfim. Ele não é de todo tão ruim assim.

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