Tem tanta coisa pra postar, que eu nem sei o que eu vou postar.

Vou deixar meu documento no Google Docs cheio de posts prontos pra fazer referência a algumas coisas legais ocorridas hoje.

Em primeiro lugar, eu adoro Strike. Mesmo.

Em segundo lugar, eu adoro Tapete de Dança. Mesmo.

Em terceiro, estou meio perdido em meus próprios afazeres. No mural do meu quarto tem um papel escrito assim: ” Fazer deveres de gramática / Fazer trabalho de Geometria / Traduzir os textos / Ler os livros / Escrever Mais / Encartes”. As coisas mais demoradas e trabalhosas ali acho que são “traduzir os textos” e “ler os livros”. Escrever Mais tá ali só porque eu preciso ter mais o que escrever pro blog… Mas enfim…

Já que estou aqui neste post pessoal, por que não indicar mais um link? Anarco.net -> site anarquista do jornalista Tarcísio Lage, que é excelente. Eu passo lá todo dia pra ler o que ele escreve diariamente, e tem as crônicas que são excelentes. LINK.

Pra terminar, estou lendo atualmente “O Nascimento da Tragédia”, o primeirão de Nietzsche. Vou te contar… Que livro bom! Gastei a minha aula de história e de gramática lendo ele! É simplesmente demais. Vou colocar alguns trechos que eu particularmente gostei dele:

Com esse coro se consola a alma profunda do grego, tão incomparavelmente capaz de sentir o mais leve e o mais cruel sentimento; ele tinha contemplado com olhos penetrantes os terríveis cataclismos daquilo que se denomina história universal e tinha reconhecido a crueldade da natureza; e então se encontrava exposto ao perigo de aspirar ao aniquilamento budista da vontade. A arte o salva e, pela arte - a vida o reconquista

êxtase do estado dionisíaco, abolindo as barreiras e os limites comuns da existência, contém, com efeito, um momento letárgico, em que se esvai toda lembrança pessoal do passado. Entre o mundo da realidade dionisíaca e o mundo da realidade diária se cava esse abismo do esquecimento que os separa um do outro. Logo, porém, que reaparece na consciência essa realidade cotidiana, é sentida como tal com desgosto e uma disposição ascética, negadora da vontade, e esse é o resultado desse estado. Nesse sentido, o homem dionisíaco tem alguma semelhança com Hamlet; ambos mergulharam na essência das coisas uma olhar lúcido: tomaram conhecimento e se decepcionaram com a ação, pois sua atividade nada pode mudar da eterna essência das coisas; eles se sentem como ridículos ou envergonhados por se exigir deles repor a prumo um mundo que saiu dos eixos. O conhecimento mata a ação, à ação pertence a miragem da ilusão - este é o ensinamento de Hamlet; não é essa sabedoria banal própria de João, o sonhador, que, em virtude de excesso de reflexão e como por um excesso de possibilidades, não consegue mais agir; não é a reflexão, não! - é o verdadeiro conhecimento, a visão da verdade, que aniquila todo ímpeto, todo motivo para agir, em Hamlet bem como no homem dionisíaco. Então nenhum consolo pode prevalecer, o desejo se lança por cima de tudo um mundo para a morte e despreza os próprios deuses, a existência é negada e com ela o reflexo enganoso de sua imagem no mundo dos deuses ou num imortal além. Sob a influência da verdade contemplada, o homem não percebe mais agora e em toda parte senão o horrível e o absurdo da existência (…); passa a sentir náuseas.

E, nesse perigo iminente da vontade, a arte se aproxima então como um deus que salva e cura: só ele tem o poder transmudar esse desgosto daquilo que há de horrível e absurdo na existência em representações com a ajuda das quais a vida é tornada possível. Estas são o sublime, como dominação artística do horrível, e o cômico, como consolo do desgosto do absurdo. O coro dos sátiros do ditirambo foi o ato salvador da arte grega; as crises que descrevemos se esvaíram graças ao mundo intermediário desses companheiros de Dioniso.

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