Esse texto está nos rascunhos há muito tempo porque não sabia bem como escrever o que eu queria escrever aqui. Na verdade, é engraçado: quando eu sei o que eu quero escrever tão bem que tudo faz um certo sentido na minha cabeça, fica pior pra escrever efetivamente, já que parece, sei lá… Não sei explicar. Talvez porque eu use os posts como uma maneira de explicar as coisas para os outros e faço isso ao mesmo tempo em que vou explicando pra mim mesmo - e como tudo já está pronto escrever não me parece mais “necessário”. Mas é claro que não é só sobre mim, também quero passar minhas idéias a outros, então escrevo ainda assim =)
Tem várias idéias que eu mais ou menos “tenho”, mas ainda tem muito tempo pra que elas sejam mais polidas, mais trabalhadas. Entretanto, uma idéia que eu posso dizer que é bem minha no sentido de “disso estou certo e duvido muuuito que vá mudar” é a idéia sobre amor e amizade - o último post que fiz sobre ela (porque teve vários) foi esse aqui, mas eu acho que aqui as coisas estão melhor explicadas.
Pra fechar qualquer brecha que aquela teoria tenha, eu quero falar sobre de quem é a culpa quando esse “sentimento” acaba. Eu digo que o amor, esse verdadeiro e foda e incrível termina quando toda uma ligação irracional torna-se completamente racional - gosta-se de alguém por isso, isso e aquilo. Mas isso acaba, é natural, as coisas têm um fim.
Esse sentimento existe entre duas pessoas: A e B. Mas, sabe aquela história do “Ele não é mais o mesmo de quando o conheci” - uma novidade: é assim mesmo que as coisas funcionam. As pessoas não são mais as mesmas, elas sempre mudam; se não por vontade própria por influências externas. Ou seja, se B deixa de existir pra dar lugar a C, A vai olhar pra B e não reconhecer mais ali a pessoa que amava.
Mas isso não significa de modo algum que esse sentimento tenha de acabar. Porque o amor/amizade é justamente sobre isso, sobre ser capaz de suportar essas mudanças. E não que as mudanças devam ser paradas, justamente porque as mudanças são a provação pela qual o amor passa. Se ele sobrevive, ele se torna mais forte. Se não, paciência.
Prova - digo, evidência ou sei lá - de que o que digo faz sentido é que, quando o amor não sobrevive à mudança, o que ocorre? A lógica da situação é: A gostava de B, não gostava de C, mesmo sendo estes dois a mesma pessoa. A mudança se caracteriza por algumas coisas que C se tornou que não era antes em B, ou seja, o sentimento deixa de existir porque está condicionado a uma razão - gosto dele se ele for x, y e z, ou seja, o que ele era quando era B. Mas agora que ele é, hum, x, y e j não gosto mais dele - ou seja, há um motivo, há uma razão pra gostar ou não dele.
Portanto, o a/a (ou acho que vou chamar de a², pra encurtar) pode acabar porque não resiste às pressões - ou pode acabar por um esforço da própria pessoa em racionalizar os sentimentos. E por que alguém faria isso? Ora, enquanto “pensamos com o coração” podemos acabar fazendo coisas que não são exatamente o melhor pra nós. Racionalizar também faz parte, é saber dizer não quando a coisa começa a ficar ruim.
Ou os sentimentos se perdem na batalha pela sobrevivência ou os afogamos quando necessário. Só no último caso a culpa é nossa; às vezes também não deixamos que nenhum surja por seguir racionalizando tudo sobre uma pessoa. Mas no último caso, é compreensível: não há nada de errado em escolher não se subordinar a um sentimento. É uma escolha, como outra qualquer. Tem culpa eu?* Depende do ponto de vista.
* Oh sim, é claro que eu sei do trocadilho. Por isso mesmo que eu usei a expressão =B hehehe.
Tags: amor, sentimento, Vida




Amor é algo complicado…
Me arrependo muito te já ter dito “eu te amo” para muitas pessoas, pessoas as quais as vezes eu nunca tinha visto na vida… depois de um beijo na balada… e depois nunca mais vi na minha vida…
Amor seria quase que o processo evolutivo de darwin… os mais fortes ou que mais se adaptam, sobrevivem…
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Peterson Espaçoporto respondeu:
É o que eu penso. Um tipo de força irracional impressionantemente bonita, mas tão rara quanto. Luta pela sobrevivência e se torna mais forte à medida que vai encontrando obstáculos… A culpa só é nossa se vermos um obstáculo e resolvermos tirarmos o nosso “apoio” de campo. Só que a culpa não é nossa, porque afinal, não há nada de errado em escolher não sofrer…
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