Eu

Queria tanto encontrar

Uma pessoa como eu

A quem eu possa confessar

Alguma coisa sobre mim

Pato Fu, “Eu”

Fiquei pensando nessa música irônica. Eu a tenho já há algum tempo, mas nunca parei pra pensar no que ela quis dizer. Às vezes queremos alguém que nos entenda, pra conversar, pra ter segredos, pra dividir experiências…

Bom, é claro que quando essa pessoa divide o mesmo corpo que você não é a mesma coisa, mas para fins de entendimento e pensamento, por que não reconhecemos em nós essa pessoa? Seria mais um artifício de fuga de si mesmo? Uma manifestação da vontade de delegar a responsabilidade pelos nossos próprios atos aos outros – esperando deles alguma liderança ou um apoio, i.e muleta para nossas ações?

Bom, esse assunto é um pouco bem mais delicado, não é bem assim. Só queria dizer duas coisas:

1) Nietzsche disse um aforismo muito bom certa vez: “A confiança que temos nos outros mostra o quanto dela gostaríamos de ter em nós mesmos”.

2) Se você tiver um problema, tente se olhar no espelho e explicar pra si mesmo. Talvez ele pareça mais simples (ou mais complicado, vai saber…). Por que não tentar? Às vezes olhando tudo de um modo tão “cêntrico” nos confundindo, e pedindo ajuda a nós mesmos, podemos realizar um exercício de autoconhecimento. Meio que uma intimidade conosco; podemos ser sinceros no espelho e descobrir o que realmente pensamos…

… Mas pra saber o que sentimos, ainda acho o velho método “self” de feeling. Nada de projeção, consciência, razão e etc…

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