Talvez tudo não passe de invenção, uma invenção humana, os sinais sonoros, a energia, a chuva, as ondas, os raios… talvez isto só exista porque os homens querem que isto exista, para a natureza isto não passa de um de seus meios para sustentar o planeta (não que eu acredite, mas admiro a teoria), não que eu esteja ficando ambientalista demais, mas tudo não passa de uma convenção, o homem não inventou a energia, nada seria possível sem a natureza, o homem apenas observa a mãe terra, o homem aprende com a natureza, tenta copiar ciclos naturais, fazer o artificial.
Talvez seja neste ponto que quero chegar, nossas vidas estão muito artificiais, preciso (todos nós precisamos) de uma vida mais pequena, não em tempo, mas em tamanho.
Sempre sonhei conhecer o mundo inteiro, Paris, San Francisco, Tokyo, Madrid, Melbourne, mas percebo que eu não necessito disto para viver, e talvez conhecer apenas um destes locais me faça uma pessoa melhor, eu paro de absorver um pouco de cada lugar e me especializo em um assunto, em uma cidade, assim como nos especializamos em profissões, parar de ser cigano.
Ou talvez eu esteja completamente errado, temos de parar de nos especializar e virarmos ciganos, viver de galho em galho como nossos antepassados. Como acabei de dizer, talvez eu também necessite de grandes overdoses de caos.
PS: É impressão minha ou o google está off?
Tags: ambientalista, antepassados, artificial, caos, ciclos, ciganos, convenções, energia, especialidade, Ficção, gaia, invenções, mundo, naturais, natural, natureza, Pessoas, planeta, teoria, terra, viajar, Vida




Às vezes eu queria viver uma vida cigana. Uma vida cheia de aventuras, conhecendo pessoas novas, experiências novas. Seria legal pra caramba.
Acho que a questão “o que o homem precisa pra viver” é estranha, porque há o verbo “precisar”, de necessidade, o verbo “querer”, e a confusão que se faz entre os dois. Por exemplo, do que realmente precisamos pra viver? Água e comida. Precisamos nos alimentar pra manter nossa existência biológica. Mas o homem é um ser que não se contenta só em se manter e se procriar. O homem é um ser que quer, que deseja, que supera a simples necessidade.
O problema é quando o “querer” se transfigura num “necessitar”, quando a pessoa acaba querendo algo de um modo obsessivo ou mesmo dependente. Eu acho que não deveríamos nos contentar com pouco - no sentido experientia da coisa!!!!! - porque se podemos aproveitar mais a vida, por que não? A vida já é curta demais pra não fazermos dela algo mais agradável.
Ou, como eu disse para X1: A vida já é vazia demais pra não colocarmos nada dentro dela.
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