Esses dias estava um amigo meu e outra amiga conversando no MSN sobre uma quarta pessoa, amiga de todos nós. Eu não estava nessa conversa, mas o meu amigo me passava o que era dito. Depois ele me pediu uma opinião, e eu disse que não tinha como dar uma imediatamente, ainda tinha que pensar, porque o assunto era complexo.
Eu salvei as partes da conversa que ele me mandou pra “analisar” depois. E, bem, foi o que eu fiz. Tirando as proposições especÃficas, que foram dirigidas diretamente à s pessoas da conversa, o que foi dito girou entre:
Proposição Geral: Quando as pessoas mudam as outras tem que se adaptar
Proposição Geral (2): As pessoas não têm que se adaptar
As outras proposições da conversa foram coisas como “você nunca se adaptou a nós” ou “não preciso me adaptar a ela!” ou coisas assim.
E o que eu penso disso?
Sim, devemos nos adaptar à s pessoas, mas não devemos tampouco. O que eu quero dizer é que as mudanças é que são naturais, não a estaticidade. Querer que tudo fique como está é um desejo de segurança que é aceitável; entretanto, deixar que esse desejo se aplique a outras pessoas também já é negar a liberdade da outra; se eu quero que minha vida continue igual, eu devo me esforçar para aplicar esse princÃpio a todo o domÃnio da minha liberdade. Não posso simplesmente querer que o outro também faça isso; querer eu até posso, mas não posso é tentar controlá-lo, dominá-lo, para que ele se dobre à minha vontade.
E é isso que faz a moralidade, é pra isso que ela serve. Ao classificar a mudança de má, queremos que essa classificação seja aceita pra que ela seja parada e não mais desejada. Entretanto, a adaptação à mudança de outra pessoa não é uma necessidade vital, é uma necessidade para a amizade, de forma que não devemos nos adaptar - devemos nos adaptar se quisermos continuar a amizade.
Talvez estejamos chegando perto, eu e mais essas três pessoas, de um turning point na nossa amizade. Talvez algumas mudanças aconteceram de uma maneira que muita coisa mudou. Talvez a adaptação não seja mais a saÃda. São tempos de muitos “talvezes”. Talvez, talvez.
Tags: Adaptação, Amizade, grupos, mudanças, Vida



Imagino que vocês 3 sejam bem jovens. Nessa idade as amizades mudam muito até a hora que você fica sem nenhuma rsrsrs, brincadeira. Quanto as mudanças ou se adaptar ou não o que percebi com o tempo é que forçar é o pior caminho, parece, depois que você passa por isso, que tudo aconteceu como tinha que ter acontecido, mesmo porque já aconteceu né
Rev. Peterson Cekemp respondeu:
É, outro dia eu escrevi um post sobre isso de ficar sem nenhuma. Acho o mundo adulto meio frio, sabe? Todo adulto que eu conheço não tem essa coisa de amizade, ou pelo menos isso não é levado muito à sério, sabe. Meu irmão, que ainda tem seus vinte e poucos tem lá um ou dois grandes amigos, mas sei lá, ainda é meio estranho…
Evandro Cesar respondeu:
Acho que nos tornamos maliciosos demais, desconfiados. Perdemos aquela inocência/ingenuidade infantil porque optamos por ser assim para evitar sofrimento talvez. Pessoalmente aprendi a manter minha ingenuidade até um certo ponto e isso com qualquer pessoa, não julgo antes e nem deixo minha imaginação me levar, espero o que a pessoa tem a oferecer. Se o ser se mostra um grande mal caráter me afasto, só isso.
Rev. Peterson Cekemp respondeu:
É um bom tipo de cautela esta…