Quando criei o blog, era porque não consigo ficar parado apenas absorvendo conteúdo, e mesmo porque até hoje ainda me considero uma alma única, intelectualmente falando.

A questão é que já sei sobre diversos filósofos, mas com nenhum, nenhunzinho, eu concordei totalmente. Eu gosto muito de Kant, mas não concordo totalmente com ele. Gosto bastante de Schopenhauer (principalmente porque ele foi o primeiro filósofo a colocar a música como a melhor das artes, um tempinho antes do surgimento do Rock), mas não concordo com tudo. Gosto muito, muito mesmo, de Nietzsche, mas não concordo com tudo o que ele disse. Gosto muito, muito, muito, do discordianismo, tanto é que sou um reverendo discordiano, mas no calor da minha “recentidão” não sei se concordo mesmo com tudo. Acho que sim; entretanto o discordianismo não foi uma obra de uma pessoa só, um filósofo só. Existe um movimento por detrás, cheio de nuances, e a mensagem fundamental é pequena porém forte o suficiente pra me cativar extremamente.

Por isso mesmo é que prefiro fazer um broadcast sobre minhas idéias ao invés de ficar só nos comments de blogs que gosto muito, como o Mal Vicioso ou o 1001 Gatos. Mas o problema é que, ao criar uma cabala discordiana, eu não criei uma dissidência. E isso fez com que a O-MAL fosse apenas um repetidor. O que fazer?

Dar à cabala um sabor de dissidência. Com a compilação de textos que eu estou preparando, isso não vai ser difícil: logo logo vem aí o Livro da Lasagna de Mamão, o grande direcionador da ideologia deste blog.

Aguardem.

Correção: em vez de marcar este post como “quando fui outro”, é mais fácil esclarecer: a compilação já foi publicada mas foi, digamos assim, “tirada” do ar, porque já foi superada, ultrapassada, pelo livro “seminovosofia do polipensar”, que está disponível para download aqui.

Tags: ,

Posts relacionados: