Esses dias, pensei em como as nossas vidas atualmente podem ser comparadas com dois jogos.
A existência enquanto situação atual pode ser comparada ao jogo Pinball do windows XP, enquanto a existência de modo geral pode ser comparada ao jogo Ludo.
No Pinball do Windows, você tem duas opções de “jogabilidade”: pode escolher o caminho das missões, ou um caminho aleatório. Embora o caminho das missões seja de maior dificuldade, os pontos ganhos são bem maiores.
Aqui existe um tipo de questionamento sempre possível: ter uma vida mais espontânea ou ter uma vida mais pautada no dever e na “edificação”, digamos assim? Na sociedade atual, inclusive, aqueles que preferem a última opção são vistos com melhores olhos – ou seja, ganham mais pontos.
A única diferença entre o jogo e a vida real é que, no jogo, as missões são divertidas, enquanto ficar jogando a esmo torna-se meio chato – exatamente o contrário da vida real. Mas, numa coisa essa comparação acerta mais uma vez: na nossa sociedade, vivemos sob constante competição pra ver quem tem mais “pontos”. Que droga.
Sobre o Ludo, a minha estratégia para vencer é meio controversa. Confesso que gosto de vencer, mas sinceramente, nada supera a diversão de atacar os outros ou fugir dos outros. Ou ainda o alívio de, depois de uma grande perseguição, ficar em segurança em uma das casas protegidas ou ainda entrar dentro do corredor final.
Aí também há grande possibilidade de analogia. Ainda que vencer seja legal, o próprio furor da competição, as alegrias e as raivas, é tudo bom. Mas ainda há algo a mais.
Na maioria das vezes em que perdi, minha estratégia se concentrava em atacar os outros jogadores, esperando que passassem por minha base de origem e então eu os atacava, impedindo-os de entrar com um dos bonequinhos. Entretanto, eu me concentrava tanto em fazê-los perder, que acabava não ganhando. A grande noção de que cuidar do próprio nariz só faz bem – muito mais do que se imagina.
Fora que, caso eu queira fazer com que alguém se movimente em alguma outra direção, é fácil: oferecer uma isca, ou mesmo deixar que me “matem” (fnord), é um excelente elemento manipulador, que muitas vezes faz uma gigantesca diferença estratégica.
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Now playing: Jamiroquai - Don’t Give Hate A Chance
via FoxyTunes





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